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Forge: como gerar SDK, CLI e documentação da sua API

O pipeline aberto da Cloudflare que transforma sua descrição OpenAPI em SDK, CLI, documentação e servidor MCP: o modelo, por onde começar e o que ainda não existe.

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Forge: gerando SDK, CLI e documentação da sua API

Ressalva de método. Guia montado a partir do anúncio oficial da Cloudflare (blog) e do repositório do projeto — não é um teste de uso em produção. Conferido: propósito, licença Apache 2.0, formato de entrada aceito hoje (OpenAPI) e o que o Forge já gera. Não testado aqui: rodar o pipeline num repositório próprio, encadear transformadores e publicar os artefatos num fluxo de CI real.

O problema que o Forge resolve

Até pouco tempo, SDK, CLI, servidor MCP e documentação eram obrigação de produto para desenvolvedor. Agora que agentes de IA usam os produtos, essas portas viraram obrigação para qualquer API — inclusive a sua.

Manter tudo isso à mão não escala. A própria Cloudflare tentou serviços pagos de terceiros: um time mudava a API, outro só descobria o estrago na hora de lançar, e alguns desses serviços simplesmente fecharam. O Forge nasceu dessa conta.

Passo a passo

1. Entenda o modelo: linha de montagem

Entra a descrição da API em OpenAPI, saem as peças prontas. Cada estação dessa linha é um transformador, e você pode encadear estações: o que uma produz vira matéria-prima da próxima.

2. Clone o projeto e rode onde quiser

Licença Apache 2.0: dá para usar, modificar e rodar em privado, de graça, inclusive com customizações suas. Não há mensalidade de SaaS no caminho, que é justamente o ponto do projeto.

3. Ponha o Forge no CI do seu repositório de API

É o uso que ele foi desenhado para ter: roda no fluxo de integração contínua, confere o padrão a cada mudança e gera uma prévia da CLI, do SDK e da documentação com as diferenças destacadas, para instalar e testar antes de publicar. O time que mexeu na API vê o efeito da própria mudança antes de quebrar a entrega de outro.

4. Escolha os transformadores

O que o Forge gera a partir do OpenAPI inclui SDK, CLI, documentação, servidor MCP, esquemas Zod ou Valibot, ganchos do TanStack Query e o Cap'n Web (o sistema de chamadas remotas da Cloudflare). A cadeia é sua: dá para produzir a CLI a partir do SDK da linguagem que a sua empresa usa — se sua casa é Python, a CLI pode ser em Python.

5. Documente o que é escrito à mão

CLI tem comandos que não vêm de API nenhuma (o cf dev e o cf build, por exemplo, existem só na CLI). O Forge foi feito para que esses comandos manuais entrem na documentação junto com o que é gerado, em vez de ficarem de fora.

Limites e cuidados

  • O projeto está no começo. Hoje a entrada aceita só OpenAPI; AsyncAPI, GraphQL, Cap'n Proto e Protobuf estão planejados, não prontos.
  • SDKs oficiais novos ainda não saíram. TypeScript, Rust, Python, Go, PHP e Terraform foram anunciados para "muito em breve" — não conte com eles hoje para planejar entrega.
  • É infraestrutura sua. Rodar Forge significa manter pipeline, CI e armazenamento de artefato: você troca a mensalidade de terceiro por trabalho de manutenção.
  • Prévia não é release. A prévia gerada a cada mudança serve para revisão; publicar artefato para cliente é outro passo, com as suas regras.

Por onde começar

Comece pequeno e com dor concreta: pegue uma API que hoje tem SDK, CLI ou doc desatualizada, coloque o Forge no CI gerando um artefato (a documentação costuma ser o de maior retorno) e compare com o que existe. Só depois de ver a prévia funcionando no seu repositório vale encadear outros transformadores.